Psicologia, Terapia & Ansiedade: informações e interpretações

Segundo o DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais), existem cinco transtornos de ansiedade:
  • Transtorno de ansiedade generalizada
  • Transtorno de pânico
  • Transtorno obsessivo–compulsivo
  • Transtorno de stress pós traumático
  • Fobias (Transtorno de ansiedade social, agorafobia, entre outras)

ansiedade
Na Psicologia temos a ansiedade como um sentimento que prioriza e examina de forma detalhada as informações negativas, não sendo necessário ter a depressão para acordar em uma manhã qualquer e, sem motivo específico, sentir a falta de esperança no futuro e a incapacidade de lembrar eventos gratificantes. Uma simples falta de ânimo já é o suficiente para acionar uma espécie de filtro que faz a mente captar e recordar apenas informações negativas.

Dessa forma, também é possível sentir a ansiedade atuando e direcionando a atenção para estímulos específicos e negativos devendo se ater não apenas na compreensão do que é prejudicial, mas é preciso observar como a ansiedade se manifesta. Existe diferença entre ficar ansioso(a) diante de uma situação que representa ameaça real e ter esse sentimento como um traço de personalidade.

No primeiro caso, ela é normal e saudável por ser uma função adaptativa essencial para a existência incitando a focar toda atenção naquilo que preocupa em um momento específico, mantendo alertas para que se possa prevenir de situações prejudiciais.

Por outro lado, as pessoas com transtorno de ansiedade tendem a se fixar com frequência em informações irrelevantes como a observação em um mesmo ambiente repetidas vezes, à procura de estímulos ameaçadores que, uma vez localizados, são evitados e controlados com dificuldade. A interpretação dessas informações de maneira desfavorável direcionam os pensamentos, as emoções e as respostas negativas interferindo em praticamente todas as relações.

A ansiedade determina o tipo de informações que são priorizadas e a forma como são interpretadas quando as pessoas se sentem pressionadas por alguma situação. Na maioria delas é restrita a capacidade de considerar mais de uma opção ou de acreditar que existam alternativas viáveis quando, sem motivos aparentes se tornam incapacitadas de perceber diferentes pontos de vista sobre a mesma situação.

Essas situações podem ser as mesmas e mesmo que as opções sempre estejam ao alcance, é sensivelmente diferente as formas de processar as informações recebidas que são determinadas pelas emoções, que em alguns estados afetivos parecem moldar o funcionamento da mente impedindo de responder de maneira eficaz e positiva.

A ansiedade dificulta o campo de visão da realidade percebendo o mundo em “modo de ameaça”com diferentes emoções acionando maneiras opostas de se processar uma mesma tarefa diante de conteúdos emocionais positivos, negativos e/ou neutros. Também, a ansiedade incita a observar detalhes e informações aparentemente irrelevantes que convertidas em até a mais insignificativa ameaça contribuindo para que vivências contínuas e de apreensões.

A ansiedade é uma preocupação constante, que gera medo e receio de que algo ruim possa acontecer e que, geralmente, são esperadas e imaginadas quando por muitas vezes as situações não acontecem e se acontecem podem tomar formas diferentes e serem recebidas positivamente.

Sentir ansiedade pode também estar relacionada com o estresse caracterizado por uma reação física e mental frente a qualquer situação isenta de equilíbrio natural. Qualquer mudança que desestabilize emocionalmente e modifique a zona de conforto podem resultar em outros sintomas como irritação, impaciência, nervosismo, tensão, preocupação, instabilidade na medida que o ambiente acentua as situações estressantes.

As alterações no apetite, dificuldade de dormir, cansaço, dores-de-cabeça, problemas gastro-intestinais, dificuldade de se concentrar, raciocinar e maior vulnerabilidade a doenças, como gripes, resfriados, doenças da pele, entre outras estão presentes.

Entre os sintomas descritos, pode também se manifestar a depressão composta de sinais de tristeza, melancolia, angústia, vazio, desamparo, impotência, desesperança, perda da motivação, do ânimo para fazer até mesmo as coisas que mais gosta e às vezes até perda da vontade de viver pode ter na ansiedade fatores predispostos e atenuantes.

Em cada pessoa, as interpretações das informações são diferentes e diferenciadas diante da ansiedade, de situações estressantes e na depressão são potencialmente percebidas no sofrimento emocional que, ao prejudicar a si-aos outros-ao mundo, se transforma na queixa para que se “queira” e se procure um tratamento adequado.

A Psicoterapia é o tipo de tratamento baseado no sigilo e realizado por um Psicólogo Clínico consistindo em sessões, geralmente semanais, em um ambiente seguro oferecendo uma escuta diferenciada. Estabelecida empatia, vínculo essencial para que a pessoa possa falar livremente sobre sua queixa e dificuldades possibilitando a reflexão.

Novas formas de perceber e organizar com mais clareza as idéias, de planejar melhor as ações e descobrir maneiras mais eficientes para lidar com essas situações, com as pessoas e com suas próprias emoções inserindo a importância da prática de emoções e pensamentos positivos. A duração do tratamento varia a médio e longo prazo, como também a curto prazo, como a Psicoterapia Breve na busca do autoconhecimento de potenciais, das qualidades e das habilidades na percepção de novas formas de interpretações das mesmas informações.